Feeds RSS

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

E lá vem a odisséia

Hoje nasceram as primeiras palavras deste trabalho.

Foi emocionante, um parto literalmente.

Fiquei quase rezando na frente do computador desde às 8h da manhã até o fim da tarde.

Quando estava chegando perto das 15h as primeiras palavras brotaram na tela branca.

Rapidamente várias outras seguiram as primeiras e assim surgiram as três primeiras páginas.

Que Tumpa ajude, ainda precisam nascer muitas mais! (rs)

Sentada no meu quarto me sinto ainda dentro do chaco.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Despedida

Santa Cruz de la Sierra se despediu de mim num calor absurdo.

Agora faz sentido a quantidade imensa de sorveterias perto da praça 24 de setembro!

Caminhando de um lado para o outro se nota duas coisas.

Primeiro, que a SCZ tem toda a pinta de cidade do interior. É possível contar, quase em uma mão, os prédios que existem no centro da cidade, em geral são casinhas, pouca coisa maior de 2 pisos.

Segundo, que até um pouco mais do 2 anel, tudo seria acessível caminhando. O que falta são faixas de segurança, calçadas, ou qualquer coisa que lembrasse que as pessoas podem utilizar as pernas também como método de locomoção.

Como vítima do trânsito opressivo vou embora sem entender a quantidade de carros particulares e taxis nesse lugar.

Por fim, levo comigo várias vidas, e uma história pra contar.

Mal posso acreditar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Contagem regressiva

O domingo foi longo, cara de domingo, não acabava nunca mais.

Como o centro estava monótono resolvi tentar o parque.

Mas lá estava cheio demais.

Será que o problema é a cidade (rs) ou a minha falta de paciência? (rs)

Dois dias mais e dois milhões de coisas pra fazer. Desafios.

3 livros pra encontrar, cd`s para comprar.

Entrevistas e documentos pra ler também.

Mas medo mesmo vai ser encarar a pasta "TCC" no meu computador, que agora está tão recheadinha... (rs)

Melhor foi que a noite acabou com brigadeiro que fiz para os amigos bolivianos.

Eles admiraram e eu matei um pouco da saudade. =)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ultima semana na media luna

A volta do altiplano trouxe um desconfortável enjôo e uma péssima dor de cabeça.

Também, quem mandou achar que ia economizar tempo.

Mas rendeu um papo interessante no avião. Curiosamente aqui eu pareço tudo, menos brasileira.

Já me chamaram de argentina, européia (tantos países), estado-unidense e por último italiana.

Pra alguns precisei mostrar o passaporte para garantir que nao estava mentindo.

Não sei o que é que eu preciso fazer pra parecer brasileira. Inclusive porque, brasileiro é tudo igual, ou nao é? haha...

Mas o interessante da conversa foi um comentário do colega da paltrona ao lado sobre o Rio de Janeiro. "Es lindo, pero tan violento" E aí eu nao me segurei.

"Mas sabe que Santa Cruz é bem complicado também, La Paz é muito mais tranquilo. Em SCZ me seguiram na rua, no centro da cidade".

A cara de espanto fez ele arregalar os olhos.

E eu segui dizendo que na capital política do país foi possível descobrir muito da cidade andando, diferente daqui.

A conversa foi resolvida com um comentário: "SCZ nao é uma cidade turística, é uma cidade moderna, nao é feita para pedestres".

domingo, 16 de agosto de 2009

Reta final

Descobrir as imensas ladeiras de La Paz e acrescente-se tbm à altitude foi um desafio realizado da melhor maneira possível.

Estive praticamente desesperada nos primeiros dias, mas do meio da semana em diante o sol resolveu brilhar mais forte e até o frio diminuiu. Contei com a sorte também que seguiu sem falhar e por fim descobri uma pontinha da vida paceña.

Nessas andanças conheci o samba do altiplano. Também histórias de vida e de morte, surpreendentes, fortes e que fizeram ter a certeza de que eu precisei entender um pouco a Bolívia pra começar a descobrir o Brasil.

Amanhã vou me despedir do altiplano com a segurança da saudade e de que esta foi apenas a primeira de muitas outras visitas.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Minha nova amiga

Victoria Medina e eu nao precisamos de mais de meia hora para nos tornamos amigas.

Com cerca de 50 anos, é mae de 5 filhos. Artesa, tem uma lojinha no mercado de los brujos, famoso em La Paz.

Nos conhecemos justo ai, quando eu voltava de um dia longo, e cansativo. Ladeiras acima estive por La Paz durante todo o dia.

Ela estava igualmente cansada. Percebi pelo jeito que me atendeu, ¨mais uma turista mala que entra e nao compra nada¨, deve ter pensado.

Quando contei que estava estudando a Bolívia me deu uma licao de historia, contando de tudo que passaram com a policia para tirar Sanchez de Lozada. ¨Matavam as pessoas como llamas, mulheres também. Eu estava lá. Eu vi¨

Contou isso e muito mais. Simples, carinhosa me convidou para almocar amanha e se preocupou quando falei que estava sozinha. Disse que a Bolívia era como a minha casa, pra que eu me sentisse daqui. Por fim, fez mais um convite ¨quando vier de novo voce fica na minha casa, é bem limpinha, viu...¨

obs: sigo com teclados desconfigurados nas lan houses, perdón pelos acentos errados.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Desde La Paz

Em uma coisa se entende a pelea entre ocidente e oriente.

Os cruceños tem mesmo que ter muita inveja da beleza do altiplano.

Desde os vales de Cochabamba o visual é absurdarmente mais lindo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O aniversário em Santa Cruz

Comemoram-se hoje 184 anos da república da Bolívia. Em 16 de julho, se comemorou os 200 anos do grito libertário.

Eu acordei cedoe fui até a praça para ver qual era a programação, acostumada com os desfiles de 7 de setembro. Celebrar o fim da colônia, ao menos no Brasil, pra mim é contraditório, e eu não comemoro mais.

Como na Bolívia a história é um pouco diferente, queria saber como eram as festas. Em especial aqui, onde comenta-se em separar o país.

Não deu outra. Quando cheguei na praça, pouco antes das dez, o prefecto de Santa Cruz já discursava ressaltando a importância das autonomias departamentais, e também dizia que iam lutar sempre contra o centralismo do Estado. Falou de obras, de ganhos em Santa Cruz, etc.

Acabou o discurso para o início do desfile das forças armadas, mas antes chamaram a execução do hino. Do hino cruceño.

Mão no peito em respeito e cantou-se até o fim. Terminado abriram-se os desfiles com as autoridades e na sequencia, com os militares.

Entre os primeiros a desfilar estavam os sobreviventes a guerrilha de Ñancahuazú, de 1967. Segundo, o mestre de cerimônias do evento, estes guerreiros defenderam o país de mercenários que vinham tomar a Bolívia.

Esta operação militar foi a responsável pela captura e assassinato de Ernesto Che Guevara.

Parabéns Bolívia pelos 184 anos, mas o caminho até a independência - pelo que vejo e ouço- ainda é, como dizem aqui, largo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O que nao se apaga

Quando voltei pro hotel e fui tomar banho agora a pouco nao conseguia me sentir limpa.

Lavava um braço e esfregava o outro. A àgua escorria pela cabeça e descia, mas as imagens nao iam embora. Como se fosse possivel, eu queria me limpar de tanta tristeza.

Ontem dormi na escuridao completa, mal podia ver o lugar onde eu deitei. E foi uma noite única, a lua cheia estava especialmente linda iluminando o Rio Parapeti. O problema é que quando acordei vi tudo o que a ausencia de luz escondia poucos metros dali: uma família de 8 pessoas dormindo ao relento em 2 camas de madeira, em pleno inverno do Chaco.

As últimas 48 horas pareceram mais 50 anos - a média das idades das histórias que ouvi.

Mas como disse A.C ¨Agora que eu bem sei um pouco dos meus direitos eu vou lutar por eles¨.

obs: continuo com problemas nos acentos dos teclados, mas queria dizer que estou muito feliz com vários emails que eu recebi. Valeu todo o carinho e força, é muito importante. Realmente nao me sinto sozinha.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Longe, muito longe de casa

Foi assim que me senti nestes últimos dias.

Longe, mas ao mesmo tempo é como se fosse um filme que já tinham me contando.

Vi medo, desespero, pressao, lágrimas, insultos.

Teve quem me disse que nunca viu a minha cor antes.

Outros também cuidaram de mim como se eu fosse uma mais, uma da comunidade.

Conhecendo o interior do chaco boliviano se compreende como foi fácil esconder a realidade por tanto tempo. Agora nao mais, eles nao querem mais se calar. Baixar a cabeça.

Querem ser de novo os mais bravos guerreiros que já foram. O caminho é longo, mas aos poucos o peito estufa de coragem para substituir o medo.

Mesmo com opinioes divididas, todos, no domingo, inclusive eu, esperam o presidente.

obs: desculpem os erros de digitaçao, nao achei os acentos no teclado.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Duas caras

Um jornal da cidade trouxe hoje um caderno de economia muito interessante. A idéia era trazer 100 propostas para enfrentar à crise. O título dizia alguma coisa como "Experiências pessoas para enfrentar a crise nos lares bolivianos, o que fazem as famílias, como economizam..."

Abri a publicação um pouco a contragosto porque, em particular, não gosto muito desta editoria. Ali comecei a ler e era como grande enquete. Estavam separados em pequenos retângulos vermelhos e brancos os depoimentos dos entrevistados. Em cada um estava foto, nome, profissão ou cargo.

Depois da primeira espiada segui com uma leitura mais atenta. Notei que os entrevistados não foram escolhidos ao acaso, eram jornalistas, dirigentes agropecuários, presidentes de empresas, "celebridades", grandes empresários, políticos, economistas, etc. O que chamamos no jornalismo de "fontes oficiais".

Parei em alguns depoimentos bem curiosos. Um jornalista disse, por exemplo, que tinha hábitos modestos, e que com a crise teve que esperar para trocar o seu 4X4 e que tbm não pode viajar à Europa - ao menos uma vez ao ano - como era o seu plano. Seguiam-se a esse, vários outros dizendo que tbm tiveram que parar de viajar para outros países e tbm dentro da Bolívia. Alguns, lembraram o fato de que tiveram que cortar as refeições em restaurantes nos fins de semana. Despesas com revistas internacionais também foram dispensadas. Mas, o que a maioria disse mesmo foi que precisou reduzir seu consumo, comprar menos para gastar menos.


Depois que acabei de ler fiquei curiosa para saber quantas pessoas ficaram desempregadas, passam fome, ou estão carentes de qualquer outro tipo de necessidade de primeira urgência. E em especial, gostaria de saber como foram afetados pela crise econômica os comerciantes dos mercados Los Pozos, e La Ramada, que visitei no sábado. Também, os cidadãos do interior do departamento de Santa Cruz e os bolivianos do ocidente, de El Alto, do interior de Potosí. Enfim, gostaria muito de saber o que aconteceu com eles também nestes últimos meses.


Na edição de hoje, do mesmo jornal, também estava um caderno com as 20 pessoas eleitas como as mais lindas de Santa Cruz. Lembraram, no entanto, todos os escolhidos que o mais importante é a beleza de espírito. Todos muito lindos realmente. Loiros, morenas, olhos claros ou escuros. Magros, esbeltos. Ah, e na penúltima página do caderno tinha uma propaganda da estréia da novela brasileira Duas Caras.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sobre os motivos

Depois de mal ter conseguido dormir, acordei ansiosa e comecei a trabalhar loucamente para esperar as ligações dos amigos que estão me ajudando. Ajudava a não pensar, ou não. No fim fiquei ainda mais nervosa e quando finalmente o telefone tocou a coisa se mostrou ainda mais enrolada.

Ah, hoje precisei do livro de forças, Mari!
Também recorri ao Spomoci Bozi!

Por fim, exagerada que sou, e no auge do nervosismo e desespero comecei a questionar porque é mesmo que eu estava aqui. Me senti pequena, sozinha, imóvel, inútil.
O quarto parecia quase claustrofóbico.

Quando achei que ia arrancar os cabelos e acabar com o resto das unhas, uma coisa deu certo e me agarrei a isso para tentar recomeçar o dia. Decidi rápido e fui.
Ainda bem que não desisti!

R.V. me fez lembrar os motivos que me trazem aqui. Apesar de contar sua história de vida de maneira quase mecânica foi impossível não sentir calafrios ao imaginar tudo. Ele é uma das pessoas que nos recorda que nem todas as lutas são utopias. Que ideais tem um preço e que ele não é nada barato. E aos que estiverem dispostos a pagá-lo poderão num futuro conquistar grandes coisas, como o fim da humilhação.

Quando crescer quero ser como ele.

domingo, 26 de julho de 2009

La Madre India

Voltas na cidade

Ontem, o dia começou cedo e de maneira tipicamente cruceña, ao menos para uma parte da população. O Tojorí (bebida quente de milho fervido) e empanadas de queso forraram o estômago antes da longa caminhada até a uma da tarde. O Tojorí tem uma cor amarronzada e pedaços de milho grandes envolvidos no liquido . O gosto é de milho, mas o sabor é doce - um pouco estranho para mim, acostumada a comer milho com comida salgada.

Começamos pelo mercado Los Pozos e aí vi uma Santa Cruz que não conhecia até então. É preciso deixar claro que quando se pergunta por um mercado, aqui, vão te indicar mercados de rua, o que no Brasil chamariamos de Feira. A diferença fica por conta de que aqui literalmente se encontra de TUDO. Produtos de higiene, eletrônicos, roupa, vários tipos de grãos como milho, arroz, etc, também carne e frango criollo. Como não estavam congelados ou sequer no gelo, perguntei a Ysahias se não estragava. Ele foi direto:
- Claro que no! Mira, la temperatura esta así muy baja.

Também é curiosa a cor amarela do frangos. Quando se vê em cima dos balcões de venda parece que foram pintados de tinta. Explicaram que a cor fica assim porque criados em casa só comem milho. Eu já tinha visto minha vó cozinhar frango criado em casa, mas acho que ele comeu apenas uns grãos e os daqui comem uma espiga inteira todos os dias (rs).

Em seguida, estava a rua de comércio de menonitas. Raro, como se diz por aqui. Ao encontrar-los, realmente parece que se vê um passado distante. São tão brancos que é difícil regular a luz da máquina para que a foto não fique estourada. Quando tentava me aproximar de um menininho para tirar uma foto escuto a voz do que creio ser a mãe, na língua deles, chamá-lo. As mulheres só falam esta língua, os homens falam castellano também. Eles tem reserva, se escondem. Em especial, as mulheres vestidas com longos vestidos escuros e lenços que envolvem a cabeça e mostram apenas o rosto. Yshaias me explicou que as casadas usam lenços negros e as solteiras brancos.

De lá, caminhamos para outro mercado La Ramada, dez vezes o tamanho do anterior. E lá, a variedade de produtos aumentou ainda mais. Numa barraca vendem comida, na outra banha em lata, e em frente está uma venda de eletrônicos em geral. Caminhando um pouco mais vai encontrar coelhos e galinha vivas para comprar. Também muita gente traz de La Paz roupa de inverno e de Cochabamba pães e umas rosquinhas brancas. Sem meu companheiro de caminhada, seguro que faria jus à minha fama de perdida de nascença. La Ramada é um labirinto num formigueiro humano. Lá se mistura o altiplanto e o oriente. Ou ao menos uma parte dele.

Vi gente ler a sorte em folhas de coca, Sullo (oferendas a Pachamama) e até galo de rinha (aqui também é proibido por lei). Poucas quadras dali está a avenida de las Américas. Uma Santa Cruz ainda mais diferente. Longos edifícios com apartementos avaliados em 80, 100 mil dólares. Ali não se vê muita gente na rua, apenas caminhotes importadas. Mas, alguns passos depois, notamos uma mulher quechua limpando tapetes numa sacada. Reconhecemos ela pelo comprimento da saia, que vai até o joelho. Diferente das mulheres aymara que usam saias mais longas.


Conheci de perto o Chiriguano (estátua que faz homenagem aos tradicionais guerreiros indígenas) e também a Madre Índia . As homenagens rivalizam com a fama de Santa Cruz de la Sierra, mas são bonitas. A mãe índia, em especial, tem uma expressão de apreensão muito clara e está bem caracterizada. Seus lábios, olhos e cabelo fazem a quem conhece um pouquinho que seja da cultura guarani reconhecê-la longe.

Ali foi o ponto final. Pedi arrêgo. Aproveitamos a acolhida da Madre Índia para sentar e descansar. Por alguns minutos esquecemos que estavámos no meio de uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Na sombra dela descobri que uma mulher boliviana, quando vai para o hospital - na hora do parto - não pode esquecer de levar junto seu próprio álcool e algodão, correndo o risco de não ser atendida. Ah, o pré natal parece ser o único atendimento grátis oferecido pelo Estado.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Primeiras descobertas

Ysahias é um cruceño de 28 anos e trabalha no hotel há dois .Em três dias com calor, depois chuva e agora um frio tremendo ainda não o vi com "mau tempo". Mora no Plan 3000, uma das zonas mais pobres da cidade de Santa Cruz, onde estão mais 300 mil pessoas.

Nunca saiu de Santa Cruz, mas conhece o mundo através da sua coleção de moedas estrangeiras. Até agora, são 350 diferentes. Algumas, as mais curiosas, ganhou de turistas do hotel na hora da despedida. Hoje em dia já não é mais fácil conseguir dar a ele uma que não possua. Entre suas relíquias estão notas de Laos, Gana e até de Madasgacar. Ysahias confessou que sequer sabia que o lugar existia. "Um dia eu ouvi eles falando com a dona e entendi, aí fiquei com vontade de perguntar se eles vinham de um desenho animado, mas pra não falar besteira fiquei calado", contou rindo.

Conversamos mais de 3 horas seguidas sobre o mundo inteiro. Casou-se e já está separado em menos de um ano. Disse que quiere bien a sua ex-mulher, mas não podia continuar junto apenas pela filha. Depois,ele confessou que, na verdade, foi ela que o mandou embora. "Tú no estás acá, sólo tu cuerpo, así no te quiero. Entonces salí de mi casa con mis monedas ", recordou.

Ysahias se sente só. Crê que se paga um preço caro para estar casado, mas ainda pior para estar sozinho. Tem também um sonho, quer uma aventura. "Yo soy de acá, de Santa Cruz. Yo amo a mi tierra, pero me hace falta una aventura".

No fim da noite disse a ele que Consuelo (a dona) precisa começar a variar mais seus hóspedes, só assim a coleção de moedas seguirá aumentando.

obs: as saudades de todos estão do tamanho do mundo, mas sinto vocês aqui comigo sempre. O melhor que eu posso fazer para agradecer o carinho é continuar batalhando para que o trabalho dê certo, e por enquanto vai tudo bem.